Archive for abril, 2009

Sling no desenho Kim Possible

Meu filho estava assistindo hoje, e saiu correndo falando:
Mãe! Vem ver mãe, sling, sling!!! Haha!

E não é que o namorado a Kim tem uma irmã mais nova que ele volta e meia tem que cuidar, e olha só a solução que ele arranjou!

Obs: desenho em inglês.

Divirtam-se! Nesse episódio ele salta de paraquedas com a bebê, lógico que isso NÃO é recomendado, mas acho show a iniciativa dos desenhistas em difundir a prática do babywearing com os pequenos.

Até mais!

4 de abril de 2009 at 10:53 AM Deixe um comentário

Canguru X Sling

Muita gente me pergunta a diferença, aproveitando que uma colega traduziu um texto muito esclarecedor resolvi postar ele aqui para que não se tenha mais dúvidas das diferenças entre um e outro:

Comparação entre cangurus convencionais e carregadores de bebê ergonômicos..

Atualmente muitas marcas conhecidas de puericultura oferecem ao público carregadores de bebês como mochilas (também conhecido no Brasil como canguru) de “nova geração” (BabyBjörn, Chicco, Bebé Confort, Jané, Graco..). As principais diferenças entre estes e os carregadores de bebê tadicionais e ergonômicos descritos nestas páginas são as posturas adotadas pelo bebê neles. Se observarmos um bebê em uma destas mochilas (cangurus), podemos constatar que a postura da cadeira (onde o bebeê senta) não é correta. Habitualmente observamos que as pernas do bebê ficam penduradas em relação ao resto do corpo, e não dobradas no estilo “rã” (postura que favorece o desenvolvimento das articulações dos quadris). Com as perninhas penduradas, o peso do bebê é fica apoiado diretamente na zona genital ao invés do seu bumbum, e sua coluna adquire uma postura não-fisiológica.

A postura de “rã” consiste em levar o bebê no colo com as pernas abertas em cerca de 45° em relação ao eixo corporal (abertura total entre as pernas de 90°), e o quadril flexionado de maneira que os joelhos fiquem à uma altura ligeiramente superior ao bumbum. Isso permite que a cabeça do fêmur fique perfeitamente encaixada dentro da articulação do quadril e é a posição fisiologicamente correta, é uma postura ótima, e previne problemas posteriores desta articulação. Esta técnica de encaixamento ajuda a resolver casos de displasia de quadril leves.
Uma boa maneira de saber se um bebê está bem colocado (ou está em um bom carregador de bebê) é se os pés são vistos pelo outro lado.. na posição frontal (barriga-barriga) se vê por trás e no quadril vê-se pelo lado oposto.


Existem também slings “de nova geração” que podemos encontrar facilmente no mercado, nos quais se pode colocar o bebê em posição sentado, como os slings de argolas (ring slings) ou o pouch sling. Nestes slings consegue-se uma posição correta para o bebê, porém se o ajuste não for correto o bebê pode ficar muito baixo, podendo causar incômodo e dores para quem carrega.
Além disso, nas fotografias promocionais destas mochilas mais comerciais sempre aparecem os bebês olhando para a frente. Esta postura é totalmente contra-indicada. Esta posição obriga o bebê a curvar a coluna na posição contrária à fisiológica, ficando mais ereta, e o deixa exposto à uma infinidade de estímulos diretos, sem possibilidade de proteção, uma vez que não pode se virar. Outro fato é o incômodo para quem está carregando, já que o bebê tende a posicionar sua coluna e separar seu corpo de quem o leva e altera o centro de gravidade do mesmo, obrigando-lhe a modificar sua postura correta com consequentes problemas nos ombros e coluna e sobrecarga do assoalho pélvico.
A únicas vantagem que encontramos neste tipo de carregadores mais convencioais é a facilidade de encontrar em qualquer loja de puericultura. As lojas especializadas em produtos para bebês têm buscado responder a uma demanda do mercado, mas em nossa opinião, sem observar muito os aspectos mais importantes (ergonomia para o bebê e quem o carrega). Por outro lado, estas mochilas e slings geralmente podem ser usados por pouco tempo, já que logo se tornam incômodas para quem as usa. Em resumo, pode-se dizer que apesar de apresentar modernos e atrativos designs, ainda lhes faltam muitos aspectos para melhorar, que os carregadores tradicionais já traziam “de série”.


Sobre a Red Canguro:
A Red Canguro, Associação Espanhola para o Incentivo ao Uso dos Carregadores de Bebê, é uma associação sem fins lucrativos, fundada em novembro de 2008, com a finalidade de incentivar o uso de carregadores de bebê entre mães, pais, e qualquer pessoa interessada, difundir informação relacionada, servir como contato e apoio para pessoas que desejam iniciar no mundo dos carregadores de bebê, incentivar o encontro e intercâmbio de informações e experiências entre usuários, aumentar o nível de conhecimento sobre carregar bebês em espanhol e incentivar e difundir a criança com afeição. Para maiores informações sobre o tema visite: www.redcanguro.org

Complementando


…com uma notícia que está em alta: e o sling da Cláudia Leitte???

Carregador de bebê estruturado

Carregador de bebê estruturado


Bem, o sling da Cláudia Leitte, embora seja um carregador de tecido é estruturado, ele tem uma base no fundo e isto faz com que ele não seja ergonômico para o bebê.
Sua “base” impede que o tecido se molde à coluna do bebê e ocasiona num mal posicionamento da cabeça com relação ao pescoço.. isso prejudica a respiração. Além disso geralmente não permite um ajuste de altura bom, costuma ficar muito baixo forçando a coluna de quem o carrega.

Pra deixar claro: SLING é todo carregador de pano, não-estruturado e ERGONÔMICO.

Precisa atender estes 3 requisitos para ser um sling!

Tradução: Andreza Espi. (Dida – Mania de Sling)
Fonte: Red Canguro

Até mais!

1 de abril de 2009 at 12:34 PM 2 comentários

Reportagem da Veja deixa a desejar!

Queridos, saiu uma reportagem na veja sobre vários produtos para bebês com apelo ecológico. Até aí tudo bem, muito legal o sling estar entre eles, só que o que a Cláudia Leite estava usando, não é um sling! E pra completar me pareceu que a fonte de onde eles tiraram informações sobre o sling não entendia nada de carregadores de bebê e muito menos de ter que carregar o bebê. Fica aqui o meu aviso: Muitas reportagens por aí sobre sling são totalmente descabidas porque os repórteres não vão pesquisar no lugar certo e saem falando o que eles “acham” que seja certo.

Segue texto da Carla da Carinho de Pano:

A revista Veja me irrita!

Tá, não é só ela. As revistas, os jornais, os programas de televisão adoram falar sobre o que não sabem e colocar opiniões de especialistas que simplesmente desconhecem o assunto.
Hoje saiu uma reportagem no “Guia Veja” com o título de Eco bebês.
Fala de roupas orgânicas, tummy tub, mamadeira sem bisfenolA, fraldas de pano, umas bobajadas de capacete e walkie talkie (venho falar desse depois, ou no blog pessoal, não decidi ainda) e… adivinha?
O assunto da moda, o sling, não podia ficar de fora né?
Explica o que é, fala da vantagem de ter o bebê em contato e diz que “ele teria ainda um efeito calmante sobre os bebês mais chorões”.
E transcrevendo:
O que diz quem usa: É prático e confortável nos primeiros meses do bebê. Quando ele fica maiorzinho, por volta dos 10 meses, é preferível usar o canguru, que deixa braços e pernas livres.
O que dizem os especialistas: a partir de 1 ano de idade, a criança fica mais inquieta e existe o risco de queda. O sling não deve ser usado por longos períodos – o máximo recomendável é uma hora por dia. Mais do que isso aumenta o risco de lesões na coluna da mãe.

E ainda ilustra com uma foto da Claudia Leitte carregando o bebê num carregador que não éexatamente um sling. É uma espécie de bolsa que não é fresquinha, não molda com perfeição o corpinho do bebê e ainda dificulta o fluxo de ar que o bebê respira (vou traduzir um estudo que existe sobre esse carregador e posto aqui).

O que eu digo:
1 – Em nenhum momento o canguru é melhor que o sling. Obviamente eles não sabem do que estão falando. Está bem claro que não sabem da diversidade de posições que o sling permite.
2 – Especialistas em que mesmo? Se o sling for utilizado corretamente (e produzido com materiais adequados) não existe o risco de queda.
3 – Bebês precisam ser carregados durante muito mais do que uma hora por dia. Principalmente os mais novinhos. E para carregá-los, é muito mais prático, confortável, seguro e ergonômico carregar no sling.

Que loucura! Parece que existe um complô de alguns jornalistas contra o sling. Mas é apenas o medo do desconhecido que faz com que falem essas bobagens. Uma pena… pois ao meu ver, quando um jornalista publica algo deve ter certeza do que esta falando, pra não reforçar conceitos errados que existem por aí.

1 de abril de 2009 at 12:24 PM Deixe um comentário


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Telefone: (43) 3341-5665
Celular: (43) 9995-4469
Email: slinguru@slinguru.com.br
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