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1 comment 25 25UTC Outubro 25UTC 2008
Sindrome da Cabeça Achatada – Como o Babywaering pode ajudar
A Síndrome da Cabeça Achatada ou “Plagiocefalia” signica literalmente “cabeça oblíqua” (do grego Plagio = oblicuo e cefala= cabeça). A condição não é incomum. Muitos estudos associam o recente aumento de casos de bebês com cabeça oblíqua à “campanha dormir de barriga para cima”.
Desde que mais bebês começaram a dormir de barriga para cima, aumentaram os casos de bebês com algum achatamento na parte de trás da cabeça.
Ela pode ser mais acentuada do lado da cabeça que a criança prefere dormir.
A Síndrome da Cabeça Achatada resulta da preferência que o bebê tem em ficar deitado com a cabeça virada para um dos lados.
Antes de 1992 os fatores de risco associados à plagiocefalia eram considerados como resultado do ambiente uterino e do torcicolo congênito.
Em 1992, depois que a American Academy of Pediatrics recomentou que bebêsdevem dormir somente de barriga para cima para reduzir aincidência de morte súbita, os centros craniofaciais (clínicas e hospitais) começaram a ver um aumento da Plagiocefalia. Em 1996, estudos documentaram a relação entre plagiocefalia e dormir de barriga para cima. A AAP agora recomenda a frequente rotação da cabeça do bebê bom como atividades com o bebê de bruços.
O aumento de casos de bebês com plagiocefalia é um pequeno preço a pagar pela redução de 55% da Sindrome Infantil da Morte Súbita desde 1992, quando a AAP começou a recomendar que os bebês dormissem de barriga para cima. A campanha “Dormir de barriga para cima” tem o crédito de ter salvado milhares de bebês saudáveis de uma morte repentina e inexplicada.
Também pode se notar que recentemente o uso de cadeiras para automóveis carrinhos, balanços para bebês e “bouncers” contribuem para a Plagiocefalia. Nesses dispositivos a cabeça do bebê está sempre contra uma superfície inflexível. Quando usados moderadamente não são uma preocupação, mas o
uso prolongado, especialmente deixar o bebê dormir neles aumenta a indidência de Plagiocefalia.
Formações externas/posturais podem ser prevenidas e tratadas com o frequente reposicionamento da cabeça do recém nascido das seguintes maneiras:
- Alterne a direção na qual o seu bebê é posicionado no berço. Alterne o quadril ou o braço que você geralmente carrega e ou alimenta o bebê.
- Troque a posição dos briquedos no berço, carrinho ou cadeira do automóvel.
- Faça atividades com o bebê de bruços enquanto ele estiver acordado, isso pe importante e deve ser parte da rotina diária do seu bebê.
- Mude o estímulo visual para que o bebê não que sempre olhando para uma só direção quando acordado e faça o bebê brincar de bruços sempre que não estiver dormindo.
Outras técnicas de reposicionamento:
por KevinM. Kelly, Ph.D – extreaído de: www.plagiocephaly.org/support/repotech.htm
Reduza dramaticamente a quantidade de tempo que o bebê ca de barriga para cima. Isso signica cortar o tempo na cadeirinha do carro, balanço boucer etc. ao mínimo. Todos sabemos como a vida pode ser atarefada, e obviamente eles precisam ser usados eventualmente, mas usando-os
o mínimo possível ajuda. As cadeiras para automóveis (bebês conforto) deveriam ser usadas somente para transportar seu filho com segurança, e bebês não devem ser deixados neles para dormir.
Tente usar um sling (carregador de bebê) quando sair invés do bebê conforto. Use o sling em casa também, com uma alternativa ao balanço, carrinho e bouncer.
Bebês são beneficiados quando são carregados e AMAM ser carregados como foi mostrado pela pesquisa sobre a Paternidade Dedicada. (Attachment Parenting).
Extraído do artigo: “Flat Head Syndrome – How Babywearing Can Help”
Site: http://blog.babesinarms.com.au
Traduzido por Marilia Carolina F. Bittencourt Mercer – Slinguru Slings
Plagio = oblicuo e cefala= cabeça). A condição não é incomum. Muitos estudos associam o recente
aumento de casos de bebês com cabeça oblíqua à “campanha dormir de barriga para cima”.
Desde que mais bebês começaram a dormir de barriga para cima, aumentaram os casos de bebês
com algum achatamento na parte de trás da cabeça.
Ela pode ser mais acentuada do lado da cabeça que a criança prefere dormir.
A Síndrome da Cabeça Achatada resulta da preferência que o bebê tem em car deitado com a
cabeça virada para um dos lados.
Antes de 1992 os fatores de risco associados à plagiocefalia eram considerados como resultado do
ambiente uterino e do torcicolo congênito.
Em 1992, depois que a American Academy of Pediatrics recomentou que bebêsdevem dormir
somente de barriga para cima para reduzir aincidência de morte súbita, os centros craniofaciais
(clínicas e hospitais) começaram a ver um aumento da Plagiocefalia. Em 1996, estudos documentaram
a relação entre plagiocefalia e dormir de barriga para cima. A AAP agora recomenda a frequente
rotação da cabeça do bebê bom como atividades com o bebê de bruços.
O aumento de casos de bebês com plagiocefalia é um pequeno preço a pagar pela redução de 55%
da Sindrome Infantil da Morte Súbita desde 1992, quando a AAP começou a recomendar que os bebês
dormissem de barriga para cima. A campanha “Dormir de barriga para cima” tem o crédito de ter salvo
milhares de bebês saudáveis de uma morte repentina e inexplicada.
Também pode se notar que recentemente o uso de cadeiras para automóveis carrinhos, balanços para
bebês e “bouncers” contribuem para a Plagiocefalia. Nesses dispositivos a cabeça do bebê está sempre
contra uma superfície inexível. Quando usados moderadamente não são uma preocupação, mas o
uso prolongado, especialmente deixar o bebê dormir neles aumenta a indidência de Plagiocefalia.
Formações externas/Posturais podem ser prevenidas e tratadas com o frequente
reposicionamento da cabeça do recém nascido das seguintes maneiras:
* Alterne a direção na qual o seu bebê é posicionado no berço. Alterne o quadril ou o braço que você
geralmente carrega e ou alimenta o bebê.
* Troque a posição dos briquedos no berço, carrinho ou cadeira do automóvel.
* Faça atividades com o bebê de bruços enquanto ele estiver acordado, isso pe importante e deve ser
parte da rotina diária do seu bebê.
*Mude o estímulo visual para que o bebê não que sempre olhando para uma só direção quando
acordado e faça o bebê brincar de bruços sempre que não estiver dormindo.
Outras técnicas de reposicionamento:
por KevinM. Kelly, Ph.D – extreaído de: excerpt from www.plagiocephaly.org/support/repotech.htm
Reduza dramaticamente a quantidade de tempo que o bebê ca de barriga para cima. isso
signica cortar o tempo na cadeirinha do carro, balanço boucer etc. ao mínimo. Todos sabemos
como a vida pode ser atarefada, e obviamente eles precisam ser usados eventualmente, as usando-os
o mínimo possível ajuda. As cadeiras para automóveis (bebês conforto) deveriam ser usadas somente
para transportar seu lho com segurança e bebês não devem ser deixados neles para dormir.
Tente usar um sling (carregador de bebê) quando sair invés do bebê conforto. Use o sling em casa
também com uma alternativa ao balanço, carrinho e bouncer.
Bebês são beneciados quando são carregados AMAM ser carregados como foi mostrado pela
pesquisa da Paternidade Dedicada. (Attachment Parenting).
Extraído do artigo: “Flat Head Syndrome – How Babywearing Can Help”
Site: http://blog.babesinarms.com.au
Traduzido por Marilia Carolina F. Bittencourt Mercer – Slinguru Slings
Add comment 7 07UTC Novembro 07UTC 2009
Blogagem Coletiva | Segurança dos Slings

Para participar, copie e cole o texto abaixo (ou faça o seu texto) e o selinho também no seu blog!
“Queridas mães, mulheres, amigas e leitoras do Blog.
Numa lista de discussão super crítica e do bem surgiu uma preocupação muito grande sobre a grande “onda” de fabricação aleatória de carregadores ou babywearing ou os famosos slings…
Algumas mães que estão atentas e que utilizam os carregadores há bastante tempo, têm se espantado com a péssima qualidade do tecido e das argolas comercializadas por aí…
O preço geralmente muito abaixo e o risco altissímo.
Um carregador mal feito pode colocar a vida do bebê em risco.
Devemos ficar muito atentas à qualidade do tecido, das argolas e especialmente ao fabricante!
Não compre gato por lebre! Pesquise muito antes de comprar seu sling e nesse quesito não economize.
O carregador adequado pode ser utilizado por muito tempo e vale cada centavo do investimento!
Informações IMPORTANTES aqui: SLING SEGURO
Por isso, mamães fiquem espertas e de olho aberto!
Peçam orientação, pesquisem, questionem o material e o modo correto de usufruir dos imensos benefícios do carregador!
Quem quiser aderir à blogagem, pode copiar o selinho e espalhar este alerta!
Diga não aos slings fakes!!! Vamos espalhar informação de qualidade!”
Obrigada Pérola por ter linkado o blog do Sling Seguro!
Até mais!
Add comment 5 05UTC Novembro 05UTC 2009
Mei tai
O Mei Tai é um carregador baseado nos modelos asiáticos.

Mei Tai
É uma peça de formato quadrado com 2 alças para os ombros e 2 para os quadris. É o mais parecido com o canguru que conhecemos, mas as perninhas e o quadril do bebê, diferentemente do canguru, ficam em posição anatômica.
Pode ser usado com o bebê de frente para quem o carrega, nas costas e também apoiado no quadril.
É melhor aproveitado com bebês que já sentam, mas permite que bebês de 3 meses possam aproveitar se usado com as perninhas para dentro.
Usando o Mei Tai temos a sensação que o peso do bebê é diminuído, mas como todo carregador de bebê devemos usar enquanto estiver confortável para quem carrega.
Agora a Slinguru também oferece essa opção (sob encomenda) para carregar o seu bebê!
Até mais!
Add comment 10 10UTC Outubro 10UTC 2009
Matéria na Folha Norte de Londrina
A Folha Norte de Londrina publicou uma matéria essa semana sobre a caminhada que fizemos no Lago Igapó. Não vamos esquecer que o evento foi promovido pela Associação Brasileira de Carregadores de Bebê. É a BWB divulgando e incentivando o uso do sling!
Até mais!!!
Add comment 5 05UTC Outubro 05UTC 2009
Fotos da Caminhada!
Quem tiver mais fotos favor enviar para slinguru@slinguru.com.br
Até mais com mais fotos!
Add comment 27 27UTC Setembro 27UTC 2009
Semana Internacional do Babywearing!
Entrevista sobre a caminhada para a Rádio Alvorada de Londrina:
A BWB | Babywearing Brasil está promovendo uma Caminhada Nacional de Incentivo ao uso do Sling. A ação acontecerá no dia 26 de Setembro, durante a Semana Internacional de Babywearing. Eventos especiais estão sendo programados para algumas cidades. Se na sua cidade não há programação, faça você mesma! Reúna suas amigas, com seus slings e seus bebês, para uma gostosa caminhada num parque, bosque, shopping, etc, fotografe o encontro e envie para BWB. Todos que usam sling já sabem muito bem os benefícios que ele oferece, então, vamos lá contagiar novos adeptos!
Nós faremos uma caminhada aqui em Londrina!
Que dia? 26/09/2009
Onde? Lago Igapó I em frente ao Foto Clube|Escola de Dança.
Que horas? A partir das 16:00
Sairemos do Foto Clube e iremos até o Zerão.
Tragam seus slings e seus bebês! Tiraremos dúvidas sobre posições, formas de usar e sobre tipos de carregadores de bebês.
Te espero lá!
Até mais!
1 comment 14 14UTC Setembro 14UTC 2009
Babadores
Outra novidade são nossos babadores!
Eles podem ser adiquiridos pessoalmente ou pela nossa loja virtual.
Até mais!
Add comment 4 04UTC Setembro 04UTC 2009
Novidades!
Agora estamos trabalhando com argolas em alumínio, especialmente desenvolvidas para fabricação de slings e testadas para esse fim.
Cada argola suporta 100 kg em tração.

Acabamento Brilhante ou Fosco
Elas podem ter o acabamento brilhante ou fosco, são atóxicas, leves e sem emendas, pois são fundidas.
Antes usávamos as argolas em inox como opção para quem gostaria de um sling com argolas metálicas. Elas são igualmente lindas e seguras porém, encareciam o sling em pelo menos 10 reais e são pouca coisa mais pesadas. Agora todos os nossos slings tem um padrão de preço que varia somente pelo tecido da faixa (se é liso ou estampado) e se possui ou não bolso . Conseguimos baixar o preço sem perder a qualidade!
Até mais!
Add comment 4 04UTC Setembro 04UTC 2009
Teoria da Extero-gestação
Faz muito tempo que eu queria postar um texto sobre a extero-gestação, mas comecei a elaborar ele e acabei deixando de lado. Hoje por causa do twitter acabei reencontrando o texto da Flávia Mandic que é simplesmente perfeito, vai ele na íntegra como foi encontrado no Grupo Soluções Para Noites Sem Choro.
Teoria da Extero-gestação
Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas. Mais significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos. Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto. Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado.
O crescimento do nosso cérebro após o nascimento é mais rápido do que o de qualquer outro mamífero e segue neste ritmo por 12 meses.
A seleção natural demanda que pais humanos cuidem de seus filhos por um longo período e que os filhos dependam dos pais. Esta necessidade mútua traduz-se em um estado emocional chamado “apego”.
Em algumas culturas, como na tribo !Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe.
Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina.
Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê humano é tão imaturo que seria benéfico a ele voltar ao útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil.
É preciso compreender o que o bebê tinha à sua disposição antes do nascimento, para saber como reproduzir as condições intrauterinas. O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho “shhhh shhhh”, mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe).
A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda “o reflexo calmante”. Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro.
Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.
1. Pacotinho ou casulo (embrulhar o bebê apertadinho)
A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados, mas nunca tocados, freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto.
Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, “de volta ao útero”. Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam.
Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto. Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar.
Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranqüilos e calmos.
2. Posição de Lado
Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição.
Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita.
O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável.
3. Shhhh Shhhh – O som favorito do bebê
O som “shhh shhh” é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante. Para bebês novinhos, “shhh” é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som o tempo todo chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio!
Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça “shhh”, “shhh”. Aumente o volume do “shh” até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar “calar” um bebê choroso fazendo “shh”, mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar.
Na primeira vez fazendo “shhh”, seu bebê deve calar após uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê.
Para substituir o “shhh”, pode-se ligar:
- secador de cabelos ou aspirador de pó
- som de ventilador ou exaustor
- som de água corrente
- um CD com som de ondas do mar
- um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos
- rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia
- secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro
- máquina de lavar louças
O barulho do carro ligado também acalma a criança.
4. Balanço
“A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo – movimento, movimento, movimento.” (Frederick Leboyer, Loving Hands)
Quando pensamos nos 5 sentidos – visão, audição, tato, paladar e olfato – geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço.
Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Isso porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de “movimento” dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar.
Como balançar ?
1. Carregando o bebê num “sling” ou canguru;
2. Dançando (movimentos de cima para baixo);
3. Colocando o bebê num balanço;
4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;
5. Colocando o bebê na rede;
6. Balançando numa cadeira de balanço;
7. Passeando de carro;
8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);
9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;
10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo.
Quando balançar o bebê, seus movimentos devem rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta.
5. Sucção
No útero, o bebê está apertadinho, com as mãos sempre próximas ao rosto, sugando os dedos com freqüência. Quando nasce, não mais consegue levar as mãos à boca. A sucção não-nutritiva é outra forma de acalmar o bebê. A amamentação em livre demanda não é recomendada somente para garantir a nutrição do bebê e a produção de leite da mãe, mas também para suprir a necessidade de sucção não-nutritiva. Alguns especialistas orientam às mães a darem chupetas para isso, mas ainda que a chupeta seja oferecida ao bebê, não deve ser introduzida nas 6 primeiras semanas de vida, quando a amamentação ainda está sendo estabelecida. Há sempre o risco de haver confusão de bicos e o bebê sugar o seio incorretamente.
É importante lembrar que o bebê nunca chora à toa. O choro nos primeiros meses de vida é a única forma de comunicar que algo está errado. Ainda que ele esteja limpo e bem alimentado, muitas vezes chora por necessidade de aconchego e calor humano. Por isso, falar que bebê novinho (recém nascido até 3 meses ou mais) faz manha (no sentido de chorar para manipular “negativamente” os pais) não tem sentido, bebês novinhos simplesmente não tem maturidade neurológica para tanto.
Bibliografia:
The Happiest Baby on the Block, Dr. Harvey Karp, Bantam Dell, 2002. New York.
Our Babies, Ourselves: How Biology and Culture Shape the Way We Parent, Meredith F. Small, Anchor Books, 1998. New York.
Texto organizado por Flavia O. Mandic
Até mais!
Add comment 7 07UTC Agosto 07UTC 2009












































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